Anel de Casamento, entenda essa tradição

Muitos casais sonham com o momento tão aguardado e desejado que é o dia do casamento. Momento que ficará para sempre na memória dos noivos e um dos itens que jamais poderá faltar neste tipo de cerimônia é o anel de casamento.

Mas você sabe qual é a tradição que envolve o anel de casamento?

O anel de casamento, de noivado ou de compromisso também é chamado de aliança e este termo possui origem latina que significa ligar-se a alguém ou a alguma coisa.

No século XII, a palavra aliança também passou a ter significado matrimonial, ou seja, a união de duas pessoas e consequentemente, a união de duas famílias.

Atualmente, o anel de casamento tem como significado o desejo de constituir uma família com a pessoa escolhida, a perpetuação do amor, do romantismo, da fidelidade e de todos os demais compromissos que englobam o casamento.

A tradição de utilizar alianças de casamento é datada de 3.000 a.C, e foi uma relação feita pelos egípcios e hindus, justamente para demonstrar que havia a união entre aquele casal.  Eles entendiam que o formato circular do anel tinha como significado a existência de um laço eterno que uniria para sempre o casal.

Na Grécia antiga, também foi estabelecido o uso da aliança de casamento e esta tradição foi implantada por Alexandre, o Grande, inclusive passou a ser um item obrigatório entre os casais. O anel de casamento era utilizado no dedo anelar da mão esquerda, justamente por entenderem ser o local que há uma veia ligada diretamente ao coração e assim o casal ficaria para sempre atraídos um pelo outro, porém o material usado na confecção das alianças era de ferro imantado e não ainda de ouro.

Esta tradição de pôr as alianças nos dedos anelares permanece até os dias atuais.

A cultura chinesa tem uma explicação um pouco curiosa sobre a utilização do anel de casamento no quarto dedo da mão esquerda, ou seja, o dedo anelar ou anular, já que está certa a escrita em ambas as opções.  Os chineses alegam que juntando uma mão a outra com os dedos retos, como se tivesse a intenção de rezar e ao dobrar os dedos do meio para dentro, é possível separar todos os demais dedos, exceto os anelares, dedo em que ficam as alianças.

Além deste entendimento, os chineses acreditam que em cada dedo há a representação de um membro da família, sendo o polegar representando os pais, o indicador os irmãos, o médio a própria pessoa, o anelar o cônjuge e o mínimo os filhos. Inclusive, ao realizar a junção das mãos, conforme acima informado, constata-se que os dedos que representam os pais, irmãos e filhos, todos são possíveis de serem separados, pois quando se casa, normalmente, não se mora mais com os pais, os irmãos a mesma coisa e os filhos, um dia também se casam ou vão morar sozinhos.

Portanto, os únicos dedos que não se separam são os anelares, demonstrando assim, que a princípio, deve haver união indissolúvel entre o casal.